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Esquemas de Oração PDF Imprimir e-mail
Há tempo para tudo


Oração Ecl 3, 1-8

 
1. Respire profundamente de modo a acalmar todo o seu ser.
 
2. Cante interiormente: “Ó luz do Senhor, que vem sobre a terra, inunda meu ser, permanece em nós” ou outro refrão apropriado.
 

Ao lermos este texto bíblico, vemos que para tudo existe um tempo certo. Deus propõe-nos, a cada dia, uma manifestação nova de si mesmo. Mas para fazer experiência de Deus, é preciso ter coragem para fazer opções.
É preciso ter a coragem de morrer; de morrer para os nossos egoísmos e infantilidades; de arrancar, jogar fora, tudo aquilo que me afasta do Amor de Deus, que me afasta de uma relação de fidelidade com Ele (medos, mecanismos de defesa,auto-suficiência, orgulho, dependências, ...).É preciso ir sem nada. Só quem tem a coragem de se perder, se pode encontrar. Não é fácil, é verdade, mas em meio a choro, a gemidos e lutas internas, nasce o homem/ mulher novo. É preciso desestruturar para depois poder reestruturar. Essa reestruturação atinge as raízes da pessoa. Ela supõe uma reorganização geral das estruturas da personalidade. Agora é tempo de plantar, de curar velhas feridas, de construir, de buscar, de guardar, de paz. É tempo de rir, de bailar, de amar. O caminho é longo e precisa de decisões coerentes que incidam diretamente na vida e se concretizem em gestos e atitudes correspondentes. É impossível acreditar, de verdade, naquilo que não se vivencia a cada dia. É preciso aprender a tomar decisões na solidão da própria intimidade com Deus, e a vivenciá-las...sem fazer alarde nem tomar atitude de vítima.
Quem opta assim, sabe que a sua opção é apenas uma resposta cheia de gratidão e de simplicidade.

Leia atentamente o texto Ecl 3, 1-8.

 
a) “...tempo de morrer; ... de arrancar a planta.... de matar,.... de destruir,.... de se separar,... de perder,... de jogar fora,...”.
 
Olhando a minha vida, a minha pessoa, tudo o que sou, percebo que já morri para..., fui capaz de arrancar, matar, destruir, jogar fora, o quê?
Fui capaz de me separar de idéias, de alguém, de estruturas que me traziam confiança mas também dependência?
Onde e como gasto o meu tempo? Dou prioridade a quê?
 
b) “Tempo de nascer,... de plantar,... de curar, ... de construir,... de buscar,... de guardar,... de amar,... de paz”.
Olhando para mim, para a minha vida, vejo que nasci de novo? Que feridas já curei? Eu busco plantar, construir, amar? Sou construtor(a) de paz? Que descoberta fiz e guardo como preciosidade?
 
c) “Então Jesus disse aos seus discípulos: ‘Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me’.”(Mt 16, 24)
 
E tu, estás disposto(a) a negar-te, a pegar a tua cruz e a seguir Jesus?
O convite está feito. A resposta é tua.

d) Em forma de carta escreve a tua resposta ao convite que Deus te faz.
 

O Caminho de Emaús
 
Faz um exercício de relaxamento-concentração… coloca-te na presença de Deus.
 
• Reza um salmo apropriado (aquele que o teu coração pedir no momento).
 
1. Leitura do texto: Lc 24, 13-35
 
Todos nós percorremos frequentemente o caminho de Emaús. Desanimados porque as nossas esperanças não se concretizaram. “Todos nós esperávamos…” Há sempre alguma coisa que alimenta a nossa esperança e também sempre alguma coisa que a frustra…
Contemplamos estes amigos de Jesus, tristes e desencantados… fugindo de si mesmos e daquilo que não conseguem explicar… Caminham tristes, desanimados, conversando e discutindo sobre o fracasso que, segundo eles, aconteceu a Jesus…
Nem sequer lhes passou pela cabeça que alguma coisa se tivesse passado… as mulheres que foram ao sepulcro e que voltaram dizendo que Jesus já lá não estava… afinal isso não lhes disse nada. A sua esperança estava enterrada com Jesus no sepulcro e por isso decidem voltar para casa.
É fácil repetir como os discípulos: “nós esperávamos…”, porque temos fé e também esperança. Todos esperamos alguma coisa… sempre. Mas com a mesma facilidade, a desesperança, a frustração diante das adversidades, o desconsolo, aparecem diante dos nossos olhos.

Para reflectir:

 
a) Quais são as esperanças que hoje alimentam o meu coração e a minha vida?
 
b) Quais são os meus sonhos?
c) O que me faz perder a esperança? O que me faz desanimar?
 
d) Qual é o meu “caminho de Emaús” neste momento?
 
Os dois discípulos caminham sozinhos. Mas partilham a sua solidão e procuram consolo um no outro. A sua fuga converte-se em ocasião de encontro… no caminho que fazem, fugindo de si mesmos, o próprio Jesus faz caminho com eles. Não o reconhecem. É um forasteiro, como tantas vezes Jesus se apresenta diante dos nossos olhos. Um personagem estranho. Não o vemos facilmente. O olhos, carregados de obscuridade e tristeza não descobrem o Senhor que caminha lado a lado, próximo, com os mesmos passos e seguindo na mesma direcção…
Não é possível reconhecer a Jesus quando se está fechado em si mesmo, nos seus esquemas e projectos.

Para reflectir:
 
a) Que caminho(s) percorro no hoje da minha vida?
 
b) Quem são as pessoas que me acompanham nesse caminhar? Com quem divido o percurso que faço?
 
c) Quem são os forasteiros que não consigo identificar?
 
Jesus caminha lado a lado, interessado nos seus caminhos e desvios, querendo que deixam a tristeza e desconsolo que os atinge e pergunta-lhes o que falam entre si. É uma maneira que se fazer próximo, de procurar entender aquilo que os preocupa… Jesus é assim. O amigo que se aproxima do caminho das pessoas, da sua realidade concreta, para acompanhar e iluminar, para salvar e transformar… Ele sempre nos acompanha, mesmo nos caminhos que escolhemos para fugir dele…

Para reflectir:
 
a) Que lugar ocupa Jesus Cristo na minha vida? Sinto que caminha comigo? De que maneira sinto a sua proximidade?
 
b) Como me tenho feito próximo(a) das pessoas? Que estratégias utilizo para gerar proximidade?
 
Os dois discípulos ao sentirem que o forasteiro se interessa por eles começam a sentir que a carga se torna menos pesada. Estavam tristes e abatidos. A frustração e o fracasso precisam de um coração que escute e acolha. Por isso contam-lhe tudo o que se passara em Jerusalém nos últimos dias. Não compreendem o que se tinha passado. Como foi possível que um homem como Jesus tenha terminado numa cruz?
“Insensatos e lentos de coração para crer em tudo o que os profetas anunciaram. Não era preciso que o Messias sofresse tudo isso e entrasse na sua glória? E começando por Moisés e por todos os profetas explicou-lhes em todas as escrituras o que a Ele dizia respeito”…
Insensatos e lentos de coração… são palavras duras e próximas… palavras de um amigo que ilumina a noite escura da sua fé… Palavras de luz e de consolo. Palavras de céu e de terra. Porque vem do céu, do outro lado da vida onde o mistério é claro e transparente como o dia. São palavras da terra, pronunciadas por um coração encarnado, humano… as palavras de Jesus são como um fogo que acende o coração e a inteligência destes dois amigos no caminho de Emaús…

Para reflectir:
 
a) Que significado-interesse-importância tem para a minha vida a Palavra de Deus?
 
b) De que modo anima, ilumina, esclarece o meu caminho?
 
c) Como as minhas palavras e atitudes podem ser também “de céu e de terra”?
 
Os dois vão sentindo que tudo começa a mudar por dentro e por fora. O coração ardia. Falavam e perguntavam. Mas sobretudo, escutavam e acolhiam. Era uma voz nova. Era uma palavra de luz e de fogo para a sua alma. Dissolvia-se a dúvida, desaparecia a escuridão, entendiam o que até então era inexplicável. A cruz é fonte de vida. A morte, porta para a vida. A dor, caminho para a glória. Tudo tinha um sentido novo. A luz invadiu a sua mente e a sua alma. O seu coração libertava-se da tristeza e da desilusão. O coração sentia um calor, uma força, uma alegria imensa…
Era a palavra e a luz do céu libertando a terra da escuridão e da morte. O céu consegue gerar vida nova em terra aberta. A voz do Senhor desperta sempre um novo nascimento no coração do homem humilde e pobre.

Para reflectir:
 
a) O que faz hoje o meu coração arder?
 
Ao chegar à povoação, Jesus, desejando ser hóspede, desejando ser convidado e acolhido, finge seguir adiante, para arrancar do coração dos seus amigos uma das orações mais profundas que o homem pode expressar ao Senhor. “Fica connosco Senhor porque anoitece e o dia já declina”.
Com que profundidade nos saem da alma estas palavras a Jesus. Constituem uma litania infinita que brota dia após dia nas nossas noites escuras e nos nossos caminhos fugindo como os discípulos de Emaús.
Fica connosco porque já é noite. E porque não podemos ficar sozinhos. Precisamos que fiques connosco depois deste caminhar. Queremos que vás até ao fim.
Ainda que os seus olhos não consigam ver Jesus neste companheiro de caminho, o seu coração pressente algo muito importante que ainda é preciso partilhar. Tinha-lhes dado tanto que imaginavam poder dar-lhes ainda mais… porventura dar-lhes tudo…
Jesus entra e fica com eles. Reparte o pão e partilha a sua presença com estes dois amigos que fugiam desesperançados do mesmo mistério que agora envolve a sua existência. Agora reconhecem Jesus. Já o viviam antes de o reconhecer. Agora faz-se luz e vêem Jesus naquele forasteiro. Por isso ele desaparece diante dos seus olhos. Ficou no seu coração e na sua alma…

Para reflectir:
 
a) Recorda algum momento em que experimentaste de maneira pessoal a presença de Jesus Cristo na tua vida?
b) Como me senti nesses momentos?
 
c) O que eles despertaram em mim?
 
d) “Eles reconheceram Jesus no partir do pão”... Como vivo a Eucaristia? Experimento a presença do Cristo ressuscitado na Eucaristia? Qual a importância da Eucaristia na minha vida?
 
No fim surge a vivência da comunidade. Jesus uniu-os em torno de si. Eram um com ele. Uma fraternidade. Era essa a obsessão de Jesus. E eles sabiam-no. Todos sabiam que só Ele era o núcleo da sua unidade. Sentiam-se os amigos de Jesus, os discípulos de Jesus. Por isso eram amigos entre si…
Sentem que brota o amor, a comunhão, a fraternidade. A experiência de Jesus faz com que fiquem unidos.
A comunidade é presença viva de Jesus. Onde há um grupo de irmãos que partilha uma fé viva em Jesus, aí está Jesus vivo. Por cima das diferenças, aparece a unidade como comunidade de Jesus. “Nisto conhecerão que sois meus discípulos, se vos amais uns aos outros…”

Para reflectir:

 
a) A vivência da comunidade impele ao anúncio de Jesus Ressuscitado. Como experimento na minha vida esse anúncio? Vivo-o com entusiasmo?
 
b) O que me faz vibrar e partir para o anúncio explícito do Senhor ressuscitado?
 
c) Que saltos de qualidade posso dar para que esse anúncio seja ainda mais forte?
 
• Lê novamente o texto dos discípulos de Emaús. Coloca-te no lugar daquele discípulo que não tem nome… e que pode ser cada um de nós…
 
• Guarda no silêncio do coração os sentimentos que agora surgem dentro de ti…
• Faz uma pequena avaliação deste momento de oração…

Para rezar na Semana Santa
 
Estamos em plena Semana Santa. Ao longo destes dias somos convidados a reflectir no mistério da Paixão-Morte e Ressurreição de Jesus. A tradição popular quis recordar os últimos acontecimentos históricos de Jesus de Nazaré. Não se trata apenas de recordar factos passados, mas de um memorial a ser actualizado… A semana Santa é semana do encontro com o Cristo-Ressuscitado: nas celebrações litúrgicas, na sua Palavra e nos irmãos… As celebrações litúrgicas são a recordação dos últimos acontecimentos da vida terrestre de Jesus de Nazaré. Cada dia da semana é um facto a ser recordado e actualizado. Trata-se da celebração do mistério Pascal na sua globalidade…

Assim proponho-te um esquema que vai incidir sobre o silêncio que é necessário fazer para meditar neste mistério da Paixão, morte e ressurreição de Jesus. Diante do Relato da Paixão, podemos ter várias atitudes: estupefacção, revolta, admiração diante da humildade e da coragem de Cristo, etc… Mas se calhar a melhor atitude é o silêncio… diante do mistério não há outra coisa a fazer senão contemplar isso no silêncio do coração… o que não é tarefa fácil..

Por isso antes de propriamente entrares na meditação dos textos, proponho um pequeno percurso para te ajudar a fazer silêncio interior…

 
1. Exercício de concentração. Escolhe um lugar que favoreça a tua concentração. Procura uma posição confortável. Fecha os olhos ou concentra o olhar num ponto concreto. Procura relaxar os músculos. Faz um exercício de respiração (inspira e expira profunda e lentamente algumas vezes). Selecciona como foco uma palavra ou uma frase breve, (de um salmo, por exemplo). Repete, silenciosamente, essa palavra durante o exercício de respiração. Quando outros pensamentos chegarem à tua mente, diz simplesmente para ti mesmo: ‘Tudo bem’, e retorna lentamente à repetição. Podes continuar por algum tempo...
 

Certo dia, Deus viu que estava a ficar cansado das pessoas. Elas estavam sempre a incomodá-lo, pedindo coisas e mais coisa... Então disse: “ Vou esconder-me por uns tempos! ” Reuniu alguns dos seus conselheiros e perguntou-lhes: “ Qual é o melhor lugar para eu me esconder? ” Alguns disseram: “ no cume da montanha mais alta da terra! ”. Outros, pelo contrário, achavam que era no fundo do mar. Aí, certamente, ninguém O encontraria. Outros responderam: “ O melhor lugar é na lua! Lá é impossível alguém descobrir o Senhor. ” Então Deus perguntou ao seu conselheiro mais inteligente: “ Onde achas melhor eu esconder-me? ” E ele, sorridente, respondeu: “ Senhor, esconda-se no coração do ser humano. Esse é o único lugar onde ele nunca vai! ”

Deus está no coração humano!
Coração! Na Bíblia, coração não significa exclusivamente a vida afectiva da pessoa mas expressa a própria pessoa, a sua interioridade, a sua intimidade feita de sentimentos, emoções, ideias, projectos, decisões.
Por isso, dizer que Deus está no coração é afirmar que Deus está presente na vida da pessoa; que a conhece a partir de dentro, do que ela é e tem de mais íntimo, original e singular; que age desde o seu interior...
O ser humano reza com o coração! É a pessoa toda que reza, é a pessoa toda que, com a sua riqueza interior, se abre ao mistério de Deus, à comunhão com Deus.
O coração significa a riqueza, a vida, o mistério do ser humano. Nem a razão nem ninguém o pode apreender, abarcar totalmente. Só Deus pode sondá-lo e conhecê-lo:

“ Deus conhece os vossos corações “ (Lc 16,15)
“ O Senhor há-de desvendar os desígnios dos corações “ (1Cor 4,5)

O coração é o lugar do encontro com Deus. Aí o ser humano experimenta o sentido de sua vida em Deus.

“ Ele que nos marcou com um selo e colocou em nossos corações o penhor do Espírito” (2Cor 1,22)

“ Que Cristo habite pela fé em vossos corações, arraigados e consolidados no amor, a fim de que possais com todos os santos compreender-lhe a largura, o comprimento, a altura e a profundidade, e conhecer a caridade de Cristo, que supera todo conhecimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus. (Ef 3,17-19)

A oração estabelece uma relação pessoal com Deus, pela abertura do coração a Deus, pelo diálogo com o Senhor. Porém, ela exige também silêncio.
Silêncio que nos permite escutar a Palavra de Deus e dar profundidade ao diálogo interior por ela suscitado. Na oração o nosso eu profundo, silencioso, emerge e comunica-se com Deus. Isso exige silêncio, tempo, calma, quietude... A oração é um “estar com” o silêncio.
O silêncio é muito importante nas relações. Os sentimentos que se estabelecem numa relação profunda necessitam de silêncio para se expressarem. As palavras, muitas vezes, limitam, encerrando em conceitos, aquilo que se quer comunicar.
O silêncio precede, prepara o encontro com Deus:

“ Diante dele, cale-se toda a terra “ (Hab 2,20)
“ Povos das ilhas, guardai silêncio perante mim “ (Is 41,1)

No silêncio, na brisa suave e amena Deus se revela:

O Senhor disse a Elias: “Sai e põe-te de pé no monte, diante do Senhor! Eis que ele vai passar”. Houve então um grande furacão, tão violento que dilacerava os montes e despedaçava os rochedos diante do Senhor, mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento houve um terremoto, mas o Senhor não estava no terremoto. Depois do terremoto houve fogo, mas o Senhor tampouco estava no fogo. Finalmente, passado o fogo, percebeu-se uma brisa suave e amena. Quando Elias a percebeu, encobriu o rosto com o manto e saiu, colocando-se na entrada da caverna. (1Rs 19, 11-13)
 
• No silêncio da brisa suave, Deus está...
• No silêncio do coração humano, Deus está...
• No silêncio fecundo que leva à interioridade, Deus está...
• No silêncio fecundo que desenvolve a atenção para Deus e para os irmãos, Deus está...
• No silêncio da beleza e da contemplação da vida, Deus está...
• No silêncio que me leva a escutar o coração do irmão, Deus está...
• No silêncio paciente que sabe discernir o tempo de falar e o tempo de calar, Deus está...
• No silêncio que reconhece a riqueza e o mistério do ser humano e que se abre à partilha com Deus, Deus está...
• No silêncio...

 
Procura criar dentro de ti um clima de tranquilidade e de silêncio interior. Este silêncio ajuda a ver com os “ olhos do coração “ as manifestações de Deus e com os “ouvidos do coração” a sua Palavra. No teu coração, na tua vida, Deus está...
No silêncio do teu coração conversa agora com Deus... abre-lhe o teu coração. O que lhe queres dizer? O que Ele te fala?

Lê agora o texto: Jo 13, 1-17
 
- Que apelos te fazem este texto?
- O que pensas da atitude de Jesus ao lavar os pés dos discípulos?
- O que exigiria de ti assumir uma atitude semelhante?
- Quem são os discípulos a quem precisas “lavar os pés” no teu dia a dia?
 
Lê novamente o texto:

Imagina a cena. Coloca-te no lugar de Jesus lavando os pés dos seus discípulos. Olha para os discípulos e vê cada um dos seus rostos. O que eles pensam do gesto? Como reagem? O que dizem?
Coloca-te agora na fila dos discípulos. Chega a tua hora de Jesus te lavar os pés… Ele olha para ti… como é esse olhar… o que revela esse olhar? Como te sentes quando Jesus te lava os pés?
 
  • Reza um salmo para terminar o momento de oração…
  • Faz uma pequena avaliação e anota o mais importante…

Sobre a Quaresma
 
- Procura um lugar tranquilo onde te sintas bem. Faz um exercício de relaxamento.
- Reza um salmo à tua escolha que te ajude a colocares-te na presença de Deus… por exemplo o salmo 139, 27 ou outro…

- A proposta para este esquema de oração é fazeres uma reflexão sobre a caminhada quaresmal… para começar a reflexão ajuda ler o texto a seguir…
Caminhar conduzido pelo Espírito

Ajuda muito comparar a vida a um caminho. Na vida, tal como numa estrada, há curvas, há “buracos”, subidas e descidas. Há dias e noites. Há chuva, vento forte, tempestades. Situações em que nos vemos arrastados e sentimos que a corrente nos arrasta. Achamos que tudo nos corre mal, que não vamos conseguir, que os obstáculos são intransponíveis.
No meio do nevoeiro há dúvidas e indecisões; tacteamos, não vemos por onde vamos, julgamo-nos perdidos. Parece que o chão nos foge debaixo dos pés. Vacilamos, tropeçamos, caímos...
Noutras alturas, o sol é tão forte que queima, escalda. E ficamos exaustos! Perguntamos até quando irá durar o sofrimento. Dizemos que não aguentamos mais! Queremos chegar depressa.
E quando numa altura dessas alguém nos estende a mão e nos pede ajuda? Fechamos os olhos e fingimos não ver? Ou percebemos que, afinal, não estamos tão cansados e sempre é possível ajudar a aliviar o peso dos outros? Talvez só aí sintamos a alegria de Ter fria e dar o casaco, de Ter fome e repartir o farnel...
Como numa caminhada, também na vida às vezes, é necessário parar, descansar, recuperar forças. Olhar a bússola e o mapa. Ver onde estamos e para onde vamos. Acolher a brisa que passa e nos refresca. Sentir que temos um chão. Confiar que há alguém que nos segura e nos guia. Acreditar, que, aconteça o que acontecer, não estamos sós. Caminhamos com outros e caminhamos com o Outro.
É este Outro que nos faz chegar onde nem sequer sonhávamos. Mais longe do que os nossos olhos são capazes de ver. Muito para além do que conseguiríamos sozinhos.

O tempo da Quaresma é oportunidade de olhar para o caminho.
Oportunidade da rever o caminho, avaliar os passos dados, sentar na berma da estrada e descansar...
Sentar ao lado do outro, do irmão, daquele que faz caminho connosco…
Sentar com Jesus Cristo, acolher o seu projecto, descobrir como tenho sido fiel ao sue projecto em mim...
Como tem sido o meu caminho?
Como tenho percorrido a vida por entre encontros e desencontros?

Lê o texto do evangelho deste domingo: Jo 4, 5-42
 
1º Passo: lê o texto uma ou duas vezes ou mais, até entenderes o significado do fundamental…
2º Passo: o que o texto te diz? O que fala para a tua vida? Que apelos te faz neste momento?
3º Passo: o que o texto te faz dizer a Deus? Diante das interpelações da Palavra, dos apelos-questionamentos o que gostarias de dizer a Deus neste momento? Pode ser em forma de prece (pedir ajuda para ser-se mais fiel ao que o texto propõe…) agradecimento ou perdão…
4º Passo: Retém algum versículo que tenhas gostado e procura repeti-lo para ti mesmo. Irás repeti-lo ao longo dos próximos dias sempre que te lembrares…

 
Uma pequena ajuda sobre o evangelho: (reflexão dominical do III domingo da Quaresma)
 
1. Aprende do deserto: No deserto, por vezes, a língua seca e, se não fosse a força do coração, deixava mesmo de dizer palavras. No deserto procuram-se as nascentes de água e todas são a vida em líquido.O deserto é austero, lugar do nada, é o que é, intenso e vazio. A vida sobrevive por si mesma, luta consigo mesma. Não há supérfluo. O deserto é mistério, é quente e frio. Os caminhos são longos, na espera. O tempo é deserto, é interior, é solidão, é encontro. O deserto cava dentro das pessoas, penetra, perfura, mora, se aconchega. Morrem as ilusões de ser. O deserto faz medo e, ao mesmo tempo, atrai, cativa, seduz. A vida rola entre o céu, a terra e o horizonte, o infinito envolve por todos os lados. O Espírito rebenta mais forte que uma bomba e as sobras são a pequenez, a ternura, os pés descalços, a camisa rasgada, o peito aberto, em chamas.
2. Percebe os teus desertos:
- Ausência de coisas materiais, carência de coisas que você gostaria de ter, mas não tem. Que falta lhe fazem essas coisas? São essenciais ou supérfluas? A que coisas você está apegado/a? Que preocupações isso lhe causa? De que modo atrapalham sua vida?
- Desertos afectivos, solidões, desejos de alguém, desejos de ser apoiado, amado, querido; desânimos, humilhações, tristezas, sentimentos de incapacidade, medos; perceba momentos de doença e morte.
- Desertos de sentido da vida, vazio, indecisões, escuridão; sentimentos de ausência de Deus, de ser abandonado por Deus; lutas com Deus.
- Deixa aparecer seus desertos: pegue um punhado de areia seca, em sua mão. Veja como a areia some entre os seus dedos.
 
3. Recorda e medita a Palavra de Deus:
 
- “Eu mesmo vou seduzi-la, conduzi-la ao deserto, para lhe falar ao coração”. ”Eu te desposarei para sempre, eu te desposarei na justiça e no direito, no amor e na ternura. Eu te desposarei na fidelidade e conhecerás o teu Deus”. (Os.2,16.21-22)
- “Jesus, cheio do Espírito Santo, foi conduzido pelo Espírito ao deserto e era tentado”. (Lc.4,1-2)
 
4. Caminhar com Jesus: O deserto é o lugar da revelação de Deus, do encontro com Deus e, também, da tentação. Jesus atravessou muitos desertos: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” Jesus foi tentado a abandonar os caminhos do Pai, o Amor do Pai. Na força do Espírito, riqueza do seu coração, Jesus permaneceu fiel, como fiel é seu Pai: “Pai, nas tuas mãos, entrego o meu espírito”, entrego a minha vida. O deserto é o lugar da provação, para que nosso amor se purifique, para que não seja amor de interesses, mas amor livre de verdade. Na provação do deserto, Deus se revela Deus de verdade e o povo o conhece como o Deus de sua vida. O amor verdadeiro é provado. A provação nos desprende de nós mesmos, de nossos interesses e motivações egoístas, para que nos tornemos livres na liberdade de Deus, para que nossa vida passe para o lado de Deus, assuma os valores de Deus, se transcenda em Deus. Os limites nos fazem sair de nós mesmos, para aderirmos à essência da vida: viver e morrer em Deus, fruto da confiança e abandono nas mãos de Deus. Encontro abrasador: depois de nossas lutas, Deus se torna Deus para nós.
 
5. Os nossos desertos são momentos de grande riqueza e vigor, momentos de morte ou de vida: aí Deus nos fala ao coração, nos conquista, e nós descobrimos seu amor, de verdade. Deus nos desposa e nos faz seus parceiros. No deserto se revelam nossas sombras, nossos medos, a outra parte de nós mesmos. Deus se revela para nós e nos revela a nós.
 
Permaneça no deserto: Perceba sua fé. Quem é Deus para você? “Deus nos põe à prova como pôs aos nossos pais”.

 
“Se alguém tem sede, venha a mim e beba”

Tantas sedes nos separam
E tantas sedes nos aproximam
E a fonte tem sede de ser bebida

A água é vida
É a água da vida
E tem sede de ser bebida
Fonte da vida

Água do Batismo
Fonte do Espírito
Do seio da Trindade
Fonte da vida

Água do Batismo
Jesus aberto
Água da vida
Fonte do amor.
 

Buscamos perceber o que mata nossas sedes. Sentamo-nos junto do riacho, da fonte, e deixamo-nos ir, até à Água Viva, Jesus.

 
“Samaritanas”

Samaritanos, samaritanas
Tantos desertos dentro de nós
Tantas nascentes de amor vazias
Idolatrias
Paixões e deuses.
 

“A samaritana não é tanto uma personagem histórica, mas representa a comunidade dos samaritanos. Nas comunidades de João, havia muitos samaritanos que aderiram a Jesus. João quer mostrar que eles também são chamados a seguir o Cristo. Os cinco maridos da mulher são os deuses-ídolos que os samaritanos adoraram. A idolatria, na Bíblia, é chamada de prostituição, porque viola a aliança de Deus com seu povo.”

Existe uma relação de aliança entre você e Deus? Seu batismo está vivo? Você quer mesmo viver sua vida jogando-a no mistério de Cristo? Conheça suas paixões, seus ídolos, suas traições.
Que tal um mergulho? Desça no poço! Seja sério consigo mesmo.

Bebamos

“Será que ele não é o Cristo?”
“Nós mesmos ouvimos e sabemos que este é verdadeiramente o salvador do mundo”.

Vamos à fonte que nos sacia
Jesus bendito que dá a vida
P’ra sermos vida
Livres no amor

Vamos à fonte
Quem encontramos?

Deixe seu infinito encontrar o infinito de Jesus ressuscitado presente.
Faça um momento de oração muito simples: Repita durante algum tempo, “Meu Senhor”, concentrando-se na sua respiração e na riqueza da fé que essa expressão contém.

Encontro Verdadeiro

Na companhia da Samaritana, discriminada por causa de preconceitos de religião, de raça e de gênero, fazemos a experiência de um encontro verdadeiro com o Senhor, encontro que redime nossas relações. Ele é a água da vida que sacia nossa sede e nos faz filhos e filhas de Deus. Somos convidados a vencer todos os tipos de discriminação, racismos, separações.
 
- Termina este momento de oração-reflexão novamente com a leitura de um salmo…
- Faz uma pequena avaliação de como correu este momento:
Que versículos do texto bíblico proposto (pensamentos, ideias, imagens, palavras, expressões…) mais alimentaram este tempo de oração-reflexão?
 
- Quais os sentimentos dominantes ou mais significativos que apareceram durante este momento:
 
Paz, alegria, confiança, ânimo, coragem, abertura…
Inquietação, angústia, tristeza, desânimo, fechamento, obscuridade, confusão…
Que desejos, apelos, impulsos, surgiram durante a oração?
Que aspectos compreendi melhor, que ficaram mais claros para mim?
Senti resistência, medo… diante dos apelos, inspirações…?

Perfeição vs. Santidade
 
1. Parábola do Fariseu e do Publicano
 
“Dois homens subiram ao Templo para orar; um era fariseu, o outro, um cobrador de impostos. O fariseu rezava, de pé, desta maneira: ‘Ó meu Deus, eu te agradeço por não ser como os outros homens, que são ladrões, injustos, adúlteros, nem mesmo como este cobrador de impostos. Jejuo duas vezes por semana, pago o dízimo de tudo que possuo’. Mas o cobrador de impostos, parado à distância, nem se atrevia a levantar os olhos para o céu. Batia no peito, dizendo: ‘Ó meu Deus, tem piedade de mim, pecador! ‘ Eu vos digo: Este voltou justificado para casa e não aquele. (Lc 18, 10-13)
 
2. Perfeição ou... Santidade
 
Na nossa vida podemos tentar seguir dois caminhos distintos: o da perfeição ou o da santidade... podemos tentar ser perfeitos ou santos.

Ser perfeito significa não ter fraqueza, defeito, falha, qualquer tipo de imperfeição...Buscar a perfeição é um ideal humano que exige esforço pessoal. E nesse esforço, posso contar apenas comigo mesmo, com a minha força de vontade, o meu espírito combativo, a minha determinação férrea... Perfeição é esforço humano, projecto pessoal, conquista própria...

Na bíblia, a perfeição é uma qualidade humana: perfeito é aquele que cumpre a Lei, através do seu esforço (cf. Lc 18,10-13). Por tudo isto, a busca da perfeição, em vez de abrir a pessoa para os outros e Deus, fecha-a sobre si mesma, sobre o seu Eu orgulhoso e auto-suficiente...

Perfeição e pecado são incompatíveis: se há pecado (= falha, imperfeição) não há perfeição. E se não for perfeito, como é que os outros e Deus podem-me amar? Se não for perfeito, como posso ser e merecer ser amado?

Queremos ser perfeitos... porque, no fundo, queremos ser fortes, infalíveis, intocáveis, valorizados, bajulados, auto-suficientes, super-homens e super-mulheres...
Queremos ser perfeitos... e essa é a nossa grande tentação, o grande pecado de “querer ser como Deus...”
Queremos ser perfeitos... mas somos feitos de barro, do pó da terra, de fragilidade, contingência... “Somos vasos de argila...” frágeis, quebradiços, rachados...
Queremos ser perfeitos... mas não é essa a vontade de Deus. Ele quer, sim, que sejamos “misericordiosos como o Pai do céu é misericordioso” ou “santos como o Pai do céu é santo”. Ser santo é a nossa vocação fundamental! Mas, o que significa ser santo? Qual é o itinerário que precisamos percorrer para realizar esta nossa vocação à santidade?

Santidade é acção de Deus na nossa fraqueza. Ela está relacionada com a compaixão-misericórdia-amor de Deus. Santidade tem a ver com o amor e não com a perfeição.

Santo é o Senhor. Ele é o “Único Santo” o “Três Vezes Santo”. E dizer que Deus é o santo significa dizer que Ele é o Amor. Amor que é pura gratuidade. Amor que continuamente nos cria e recria. Amor que cuida, guarda, protege... (cf. Os 11,1; Dt 32,9ss).

No inicio de tudo está o amor de Deus. E a santidade consiste, antes de tudo, em deixarmo-nos amar por Deus. Só esta experiência é transformadora. Só ela muda o nosso coração... só ela nos converte plenamente...

Santidade é a capacidade de amar e isso é dom de Deus. Ora, sendo dom de Deus, Ele a dá agora porque Ele ama-nos agora, no hoje de nossa vida... Amamos?... Então já estamos a percorrer o caminho da santidade...

Ser santo não é ser perfeito ou não ser pecador. Ser santo é ser capaz de amar com tudo o que sou, qualidades, dons, fragilidades, fraquezas, limitações... Ao contrário da perfeição, santidade e pecado não se excluem: posso ser santo e pecador... A perfeição não admite o pecado. A santidade vê, na consciência do pecado, a oportunidade da abertura à experiência de ser amado por Deus.
Santidade é a recusa a ficar fechado no pecado; é esvaziarmo-nos progressivamente da nossa auto-suficiência...
Santidade é reconhecer que não podemos viver sós, que a vida só tem sentido quando nos abrimos ao amor de Deus.

Na Parábola do Fariseu e Publicano, o primeiro acha-se perfeito, segundo a Lei. Essa perfeição leva ao orgulho, ao desprezo dos outros, ao fechamento a Deus. O Publicano reconhece a sua fragilidade, a sua incapacidade e volta-se para Deus. O lugar do nosso relacionamento com Deus não é em cima de um pedestal mas é aquele assumido pelo Publicano: “Tem piedade de mim, porque sou pecador...”
O santo não é “ o maior”. Mas é aquele que se sente amado por Deus e é esse amor que carrega e dá sentido à sua vida.

O amor de Deus é que dá a vida e a santidade. É este amor, sem condições, que nos torna capazes de amar porque gera o amor em nós. É ele que nos abre aos outros e a toda a criação. É esse amor que anima a nossa missão de co-criadores, de construtores do Reino. É ele que nos faz escutar o clamor da realidade, os gritos das pessoas que vivem no nosso mundo que não nos deixam indiferentes. É esse amor que nos faz responder com amor... que nos coloca ao serviço dos irmãos, nos faz trilhar o caminho de Jesus Cristo... vocação à santidade tem, pois, um itinerário: parte do amor de Deus, o Todo Santo, que, quando acolhido pelo ser humano, gera nele o amor e uma resposta comprometida. Esse é o itinerário dos discípulos de Jesus.
 
3. Para meditar
 
> Retoma agora a leitura de Lc 18,10-13. O que ela fala à tua vida?
> Como me relaciono com os outros e com Deus: como o Fariseu ou como o Publicano?
> Como experimento o amor de Deus na minha vida? Aponta exemplos.
> A Quaresma é um tempo de conversão, um convite à santidade. Sentindo-me amado por Deus, que compromisso concreto assumo para trilhar este caminho da santidade?

O Santo e o Jarão
 
1. Cântico Inicial
 
 
2. Salmo 144

3. Parábola: 'O Santo e o Jarrão'
 
Um santo vivia ansioso com o desejo de ver Deus. Depois de muito assim desejar, Deus lhe falou em um sonho e marcou um encontro com Ele no alto de uma montanha, a sós, para poder abraçá-lo.
O santo acordou vibrando! Nem poderia acreditar! Era tudo o que mais desejava na vida: ver Deus! Abraçar o próprio Deus!
Aí, começou a pensar: 'O que vou levar para oferecer a Deus? Não poderei encontrá-lo assim, de mãos vazias...' Vou levar o meu Jarrão! O meu precioso jarrão! Mas...não posso levá-lo vazio...tenho que enchê-lo de ouro, prata, pedras preciosas...mas, tudo isso, nada vale aos olhos de Deus! É...vou enchê-lo com o que tenho de melhor: minhas orações!'
A partir desse dia, aquele santo duplicou suas orações e, por cada uma delas, colocava no jarrão uma pedrinha...quando estivesse cheio, ele subiria ao monte para encontrar-se com Deus e lhe oferecer aquele presente.
Chegou finalmente o dia! E o velho santo, vibrando de alegria e de expectativa, subiu ao monte, carregando seu precioso jarrão, cheio de orações.
Quando lá chegou, ficou a espera...mas nada de Deus se manifestar. Começou o santo a ficar inquieto...e acabou reclamando do próprio Deus...afinal, ele tinha feito a sua parte, tinha se preparado para aquele momento...e Deus, que o havia convidado, agora nem aparece!
Depois de muita reclamação, eis que se ouve uma voz a dizer:
- 'Onde estás? O que colocaste entre nós, que não consigo te ver? Por que te escondes de mim?
E o santo respondeu com prontidão: _ 'Aqui, Senhor! Sou eu! Trouxe um jarrão cheio com as minhas orações!
- Mas eu não te vejo! Por que te escondes atrás desse enorme jarrão?! Assim não posso te ver! Como poderei te abraçar?! Joga fora esse jarrão!'
- ´Joga fora o meu precioso jarrão?!'. Respondeu o santo admirado. 'Eu o trouxe como presente para Ti!'
- 'Joga ele fora!' - Falou Deus. 'Quero abraçar-te! É você que eu quero!'

Reflexão Individual:

> Nestes últimos tempos, tenho andado a esconder-me de Deus?
> Como/em quê isso se manifesta na minha vida?
> O que eu coloquei entre mim e Deus, nestes tempos?
 
4. Partilha em Grupo (preparar síntese no papel)

5. Plenário (colocar síntese no jarrão)

6. Leitura Bíblica:
 
Filipe disse a Jesus: «Senhor, mostra-nos o Pai e isso nos basta». Jesus respondeu: «Há tanto tempo que estou no meio de vós e ainda não Me conheces, Filipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que dizes: "Mostra-nos o Pai"? Não acreditas que Eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que vos digo, não as digo por Mim mesmo, mas o Pai que permanece em Mim, Ele é que realiza as suas obras. Acreditai em Mim: Eu estou no Pai e o Pai está em Mim. Acreditai nisto, ao menos por causa destas obras». Jo 14, 8-11
 
7. Breve Silêncio

8. Cântico

9. Preces Partilhadas

10. Pai-nosso

11. Cântico Final

Passemos para a Outra Margem
 
> Escolha um local tranqüilo, onde possa se concentrar e estar bem à vontade na presença de Deus.
> Faça um bom exercício de relaxamento, concentrando-se no movimento da respiração até sentir o pulsar do coração;
> Leia o texto a seguir proposto, deixe sua imaginação fluir livremente e vá seguindo os tópicos um a um, anotando aquilo que mais lhe tocar.
 
Naquele dia, ao cair da tarde, Jesus disse aos discípulos: ‘Passemos para a outra margem!’ Eles despediram as multidões e levaram Jesus, do jeito como estava, consigo no barco; e outros barcos o acompanhavam. Veio, então, uma ventania tão forte que as ondas se jogavam dentro do barco; e este se enchia de água. Jesus estava na parte de trás, dormindo sobre um travesseiro. Os discípulos o acordaram e disseram-lhe: ‘Mestre, não te importa que estejamos perecendo?’ Ele se levantou e repreendeu o vento e o mar: ‘Silêncio! Cala-te!’ O vento parou, e fez-se uma grande calmaria. Jesús disse-lhes então: ‘Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?’ Eles sentiram grande temor e comentavam uns com os outros: ‘Quem é este, a quem obedecem at´o vento e o mar?’. (Mc 4,35-41)
 
> Imagine um belo pôr-do-sol, às margens de um lago... Jesus falando para a multidão;
> Contemple Jesus que se dirige agora aos discípulos e dizendo-lhes: “Passemos para a outra margem!”
> Visualize agora os discípulos, como estão, dispersando a multidão e preparando os barcos para partir;
> Imagine os barcos se afastando da margem enquanto anoitece lentamente;
> Imagine, em meio a travessia, uma forte ventania que agita as águas, balança o barco e atemoriza os discípulos;
> Contemple Jesus que repousa ao fundo do barco, cansado do dia intenso;
> Imagine os discípulos amedrontados que lhe vão acordar;
> Imagine Jesus que se levanta e dá ordem para que o vento e as águas se acalmem e tudo se faz tranqüilo;
> Imagine Jesus que lhes diz:
> Imagine-se entrando em cena, no momento em que Jesus se dirige aos discípulos... Ouça a mensagem também dirigida a você...
> Deixe que as palavras de Jesus ressoem no seu coração: “Passemos para a outra margem!”; “Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?”;
> Como você se sente?
> Qual a margem que devo deixar? A que margem sou convidado?
> O que temo? O que me tira o ânimo? O que me desencoraja?
> que gostaria de dizer a Jesus? Dialogue com Ele.
 
Jesus nos convida, também a nós, a sair da nossa própria margem, para irmos à “outra margem”, à margem do outro, à margem de Deus;
Mas em meio às travessias, nem sempre o tempo é tranqüilo; surgem tempestades, agitações interiores e exteriores, dispersão, desânimo e medo;
Nessas horas até Deus parece estar longe, esquecido de nós; sentimo-nos sozinhos...
Aí, nesses momentos, é que o Senhor nos fala alto ao coração:

Agora, levanta-te e atravessa o rio Jordão, tu e todo este povo, para a terra que eu vou dar aos filhos de Israel. Ninguém te poderá resistir enquanto viveres. Assim como estive com Moisés, estarei contigo. Não te deixarei nem te abandonarei. Sê forte e corajoso, pois farás este povo herdar a terra que jurei dar a seus pais. Sim, sê forte e muito corajoso, e cuida de agir segundo toda a lei que Moisés, meu servo, te prescreveu. Não te desvies nem para a direita nem para a esquerda, a fim de que tenhas êxito pó onde quer que Andes. Não cesses de falar deste livro da Lei. Medita nele dia e noite, para que procures agir de acordo com tudo o que nele está escrito. Assim farás prosperar teus caminhos e serás bem-sucedido. Não te ordenei que sejas forte e corajoso? Não tenhas medo, não te acovardes, pois o Senhor, teu Deus, estará contigo onde quer que vás. (Js 1,2b.5-9)
> Como você se sente ao ler esse texto?
> O que isso lhe diz para a sua missão no grupo neste ano que se inicia?
> O que você tem a dizer para Deus agora.> Para expressar melhor isso, escreva uma carta para Deus como se você estivesse no fim do ano. O que você gostaria de ter feito para poder partilhar com Deus?

Silêncio
 
Momento de interiorização/silêncio/colocar-se na presença de Deus
 
Rezar o salmo 27
 
Sobre o silêncio:

“O silêncio é habitualmente compreendido como algo negativo, algo vazio, uma ausência de sons, de ruídos. Este mal-entendido prevalece, porque muito poucas pessoas já alguma vez experimentaram o silêncio. Tudo o que experimentaram com a designação de silêncio foi a ausência de ruído. Mas o silêncio é um fenómeno totalmente diferente. É indubitavelmente positivo. É existencial, não é vazio. É transbordante de uma música nunca antes ouvida, de uma fragrância que nos é estranha, de uma luz que apenas pode ser vista com o olhar interior.
Não é algo fictício; é uma realidade, e uma realidade que já está presente em cada um de nós – só que olhamos para dentro.
O teu mundo interior tem o seu próprio sabor, a sua própria fragrância, a sua própria luz. E é sem dúvida alguma silencioso, imensamente silencioso, eternamente silencioso. Nunca houve qualquer ruído; jamais haverá qualquer ruído. Nenhuma palavra a pode alcançar, mas tu podes alcançar.
O teu próprio centro de ser é o centro de um ciclone. O que quer que aconteça à sua volta não te atinge. É o silêncio eterno: os dias vão e vêm, os anos vão e vêm, os tempos vão passando. As vidas vão passando, mas o silêncio eterno do teu ser permanece exactamente o mesmo – a mesma música sem som, a mesma fragrância de divindade, a mesma transcendência de tudo quanto é mortal, de tudo quanto é momentâneo.
Não é o teu silêncio.
Tu és ele.
Não é algo que tu possuis; tu és possuído por ele, e é essa a sua grandeza. Tu nem estás lá, porque até a tua presença será uma perturbação.
O silêncio é tão profundo que não existe ninguém, nem sequer tu. E este silêncio traz-te a verdade e o amor e milhares de outras bênçãos.” In Osho, Meditação e primeira liberdade.
 
> O que é que este texto te suscita?
 
> Parábola: em busca do silêncio perdido
 
“É uma parábola que vem nos livros antigos. Nesses tempos esquecidos os monges tinham por hábito construir os seus conventos nos ermos afastados do barulho do mundo. Sobretudo nas montanhas, onde só a natureza e os horizontes lavados lhes faziam companhia. Não era só para fugir ao mundo a à confusão a cidade. É certo que a teologia da fuga do mundo era cartilha corrente nessa época. Mas os antigos não se refugiavam nos ermos só para fugir ao mundo. Mais do que o que deixavam, motivava-os o que iam encontrar. No silêncio e na solidão, a presença de Deus era mais transparente. Os monges sentiam-no por ali e com Ele conviviam. Era essa a presença que tanto os fazia cantar a todas as horas como viver em silêncio o dia todo. Era um silêncio que falava mais do que todas as palavras.
Ora aconteceu que um belo dia, um peregrino cansado dos negócios e da confusão da cidade, tomou o seu alforge e o seu bordão e lá vai ele bater às portas de um desses oásis na montanha. Queria fazer a experiência do silêncio e da solidão. O primeiro monge que encontrou estava junto de um poço a tirar égua para o convento. Não procurou segundo, e logo ali o peregrino perguntou ao monge que é que se aprendia com a solidão e o silêncio. O monge lançou o balde ao poço e respondeu ao peregrino: - olha para o fundo do poço. O que é que vês lá dentro? O homem debruçou-se sobre o poço, olhou para dentro e respondeu: - Não vejo nada, só água a mexer-se! O monge mandou-o esperar mais algum tempo, esperou que a água acalmasse e depois disse ao peregrino: - olha agora. O que é que vês no fundo do poço? – Ah, respondeu o peregrino, agora vejo-me a mim próprio reflectido na água. O monge concluiu: Pois é! Quando se mergulha o balde a água fica agitada e nada se vê. Mas quando a água está tranquila, tu vês-te a ti mesmo.
É esta a experiência do silêncio: no silêncio e na calma o homem vê-se a si mesmo.” (in Vida Consagrada nº 228)

Para reflectir:
 
> De que modo o silêncio é importante na minha vida?
> Sinto necessidade deste silêncio de que falam os textos?
> O que me tem impedido de fazer silêncio?
> No nosso ritmo de vida (trabalho, tarefas diárias, etc...) há espaço para o silêncio?
> O que pode ser melhorado/transformado?
 

Leitura: Eclesiastes 3,1-8
 
> Em que esta leitura ilumina a minha reflexão?
 
Rezar novamente o salmo 27

Alarga o Espaço da Tenda
 
Faz um exercício de relaxamento…
Acolhe a presença de Deus...coloca-te na presença de Deus...
Depois, calmamente.... lê o texto e faz um exercício de contemplação, imaginando a cena bíblica...
 
1.  Gn. 18, 1- 15:
 
"Outra vez o Senhor apareceu a Abraão junto ao carvalho de Mambré. Estava sentado à entrada da tenda, no maior calor do dia. Levantando os olhos, viu parados perto dele três homens. Assim que os viu, saiu correndo a seu encontro e se prostrou por terra. Disse assim: “Meu Senhor, se ganhei a tua amizade, peço-te que não prossigas viagem sem parar junto a teu servo. Mandarei trazer um pouco de água para lavar os vossos pés e descansareis debaixo da árvore. Trarei um pouco de pão para recobrardes as forças, antes de prosseguir viagem. Pois foi para isso mesmo que vos aproximastes do vosso servo”. Eles responderam: “Faz como disseste”.
Solícito, Abraão entrou na tenda onde estava Sara e lhe disse: “Pega depressa três medidas da mais fina farinha, amassa uns pães e assa-os”. Depois Abraão correu até o rebanho, agarrou um bezerro bem bonito e o entregou a um criado para prepará-lo sem demora. A seguir buscou coalhada, leite e o bezerro assado e pôs tudo diante deles. De pé, junto deles, servia-os debaixo da árvore enquanto comiam. Perguntaram-lhe: “Onde está Sara, tua mulher?” – “Está na tenda”, respondeu ele. E um deles disse: “Voltarei a ti no ano que vem por este tempo e Sara, tua mulher, já terá um filho”. Ora, Sara ouvia da entrada da tenda que estava detrás daquele que falava. Abraão e Sara já eram velhos, muito avançados em idade e para ela já havia cessado o período regular das mulheres. Por isso, Sara se pôs a rir de si mesma, dizendo: “Acabada como estou, terei ainda tal prazer, sendo o meu marido já velho?” E o Senhor disse a Abraão: “Porque Sara riu, dizendo consigo mesma: ‘será mesmo que vou ter um filho, sendo tão velha?’ Há alguma coisa impossível para o Senhor? No ano que vem, voltarei por este tempo e Sara já terá um filho”. Sara negou que tivesse rido, dizendo: “não ri”, pois estava com medo. Mas ele insistiu: “sim, tu riste”.
 
> Contempla a cena bíblica: na tua imaginação, compõe o cenário... coloca os personagens.... Escuta os diálogos, presta atenção aos sentimentos... contempla! Deixa a tua imaginação fluir livremente.... deixa que os teus sentimentos e sensações fluam livremente.... vive essas sensações intensamente... procura saborear tudo isso...
> Agora, entra tu mesmo na cena... imagina que estás te aproximando dos três visitantes, de Abraão e de Sara... experimenta essa presença familiar... acolhe a presença da Trindade nos três visitantes... e procura saborear essa presença geradora de vida...
2. Procura saborear os textos seguintes...
 
Is. 42, 9: "Vede: os primeiros acontecimentos já se realizaram e estou a ponto de anunciar outros novos".
 
>Quais são as coisas novas que estou percebendo na minha vida e à minha volta?
 
Jr. 31, 3 e ss.: “De longe o Senhor me apareceu: “Eu te amei com um amor eterno, por isso conservei amor por ti”.
Eu te construirei de novo... De novo plantarás vinhas sobre as montanhas da Samaria: Os plantadores plantarão e colherão. Porque sou um pai para Israel e Efraim é o meu primogênito.
Anunciai nas ilhas longínquas: “Aquele que dispersa Israel o reunirá. Ele o guardará como um pastor a seu rebanho”. Assim diz o Senhor: Em Ramá se ouve uma voz, uma lamentação, um choro amargo; Raquel chora seus filhos, ela não quer ser consolada porque seus filhos já não existem. Assim diz o Senhor: Reprime o teu pranto e as lágrimas de teus olhos! Porque há uma recompensa para o teu trabalho. Há uma esperança para o teu futuro – oráculo do Senhor.”
 
> “Há uma esperança para o teu futuro...”
> O que me preocupa, me desanima, me angustia quando penso no meu futuro?
> Quais são os sinais de esperança que percebo/perspectivo para o meu futuro?
 
Jr. 31, 21: “Levanta marcos para ti, coloca indicadores de caminho, presta atenção ao percurso, ao caminho por onde caminhaste.”
 
> Quais são os marcos que eu tenho definidos para o meu caminho?
> Prestando atenção ao caminho por onde caminhei... o que percebo? Por onde tenho andado até agora?
 
Is. 54, 2-3: “Amplia o espaço da tua tenda, alonga suas cordas e estica as lonas da morada, sem olhar a despesas! Pois te expandirás à direita e à esquerda, a tua descendência tomará posse das nações e ocupará as cidades desertas.”
 
> Amplia o espaço de tua tenda....
 
  • Que espaços novos me sinto chamado a abrir na minha vida?
  • Por onde... e como... posso ampliar a minha tenda?
  • A quem tenho fechado as “portas” da minha tenda?A quem devo abri-las?
3. Identifica os sentimentos, apelos, palavras, imagens... que foram mais fortes e mais significativos ao longo deste tempo de oração...

O Pote Rachado
 
Aquele homem ganhava a vida a carregar água. Dois potes grandes, pendurados nas pontas de uma vara, que ele apoiava no pescoço. Todos os dia era este o trabalho daquele aguadeiro: carregar os potes de água, do poço até à casa do seu patrão.
Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito. Quando o aguadeiro chegava a casa do seu patrão, depois de uma longa e penosa viagem, um dos potes estava cheio, enquanto o pote rachado trazia só metade da água. Esta foi a sina que se repetiu ao longo de dois anos... o aguadeiro a entregar um pote e meio de água na casa do seu patrão.
O pote que era perfeito estava orgulhoso da sua façanha. O outro, porém, cada vez vivia mais envergonhado da sua imperfeição, por se sentir incapaz de produzir tanto quanto o outro. Depois de carregar durante dois anos esse sentimento de culpa, o pote rachado desabafou a sua amargura com o aguadeiro, na beira do poço:
Estou envergonhado... e quero pedir desculpas...
Desculpas, porquê? – Perguntou o homem.
Nestes dois anos, apenas consegui chegar ao destino com meia carga de água, pois esta rachadura faz com que ela vaze pelo caminho. Por causa deste meu defeito, tu precisas de fazer mais viagens a carregar água e isso aumenta o teu trabalho...
O homem ficou triste e compadecido daquele velho pote... e disse:
Quando regressarmos a casa, quero que prestes atenção à beira do caminho.
De facto, à medida que iam subindo a montanha, o velho pote rachado foi percebendo uma trilha de flores, exuberantes e belas, na beira do caminho. Achou lindo... pois nunca reparado nelas... mas isso ainda não foi suficiente para o fazer esquecer a sua angústia e, no fim da viagem, novamente pediu desculpas ao aguadeiro pela sua imprestabilidade. E o aguadeiro, paciente, explicou ao pote:
Notaste que ao longo do caminho, havia uma trilha de flores... e essa trilha era apenas do teu lado. De facto, quando eu percebi a tua rachadura, logo nas primeiras viagens, tirei proveito desse teu defeito e resolvi lançar sementes ao longo do caminho. Cada dia, ao passar, a tua rachadura deixava vazar água que regava as plantas. E, durante estes dois anos, eu tive a possibilidade de sentir o perfume das flores e apreciar a sua beleza, enquanto fazia o meu trabalho!

Somos potes rachados, quebrados, com defeitos... mas Deus aceita-nos e ama-nos mesmo assim! E Deus sabe tirar proveito das nossas fraquezas, dos nossos defeitos... e, apesar disso, não tem medo de nos aceitar ao seu serviço! Ele bem sabe que não existem potes perfeitos! Ele conhece-nos do jeito que somos e sabe que nos fez de barro... por isso conhece as nossas fragilidades! Poderíamos dizer que Ele nos quer assim, como somos!
Às vezes, gostaríamos de ser perfeitos... talvez até por vaidade pessoal... ou por não aceitarmos as nossas fragilidades! Quantas vezes até, talvez... já rezamos pedindo a Deus que nos tire essas fragilidades!...
Mas... se Deus nos ama assim, do jeito que somos... porque não havemos de nos aceitar a nós mesmos do jeito que somos?! Claro que queremos crescer e ser pessoas mais livres... mas para chegarmos a isso, precisamos aceitar aquilo que somos, amando-nos do jeito que somos!

Lê e medita os textos seguintes:

2Cor.12,7-10
: E para que a grandeza das revelações não me levasse ao orgulho, foi-me dado um espinho na carne, que me esbofeteia e me livra do perigo da vaidade. Três vezes supliquei ao Senhor que o afastasse de mim. Mas ele me respondeu: “Basta-te a minha graça porque é na fraqueza que a força chega à perfeição”. Portanto, prefiro gloriar-me das minhas fraquezas para que habite em mim a força de Cristo. Eis por que sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor de Cristo. Pois quando me sinto fraco, então é que sou forte.

Rm. 7, 15-19
: 7 Não entendo absolutamente o que eu faço: pois não faço o que quero mas aquilo que mais detesto. E, se faço o que não quero, reconheço que a Lei é boa. Mas então não sou eu que faço e sim o pecado que mora em mim. Sei que em mim, isto é, na minha carne, não mora o bem: pois querer o bem está em mim mas não sou capaz de fazê-lo. Não faço o bem que quero e sim o mal que não quero
 
> O que é que isto me diz?
> Como experimento isto na minha vida?
> Como me sinto?
 
movimento